Vamos começar a falar sobre essa leitura e já adianto: terá spoiler. Caso você ainda não tenha passado pela angústia de ler este livro, sugiro que pare por aqui.

Já soltei uma prévia do que foi essa experiência para mim: angustiante, dramática e feita sob medida para me tirar da zona de conforto.
Minha opinião sobre a obra!
Odiei os personagens principais do início ao fim, mas tenho total noção de que a narradora não é nada parcial nessa jogada. A história é contada por Nelly, filha da ama da família, que abdica da própria infância para cuidar dos caprichos de crianças ricas e narra todos os acontecimentos que presenciou na vida de Heathcliff e Catherine.
Esta história não é um romance, não se iluda. Trata-se de uma vida cheia de decisões péssimas, onde o ser humano é exposto em sua versão mais cruel. Duas pessoas que dizem se amar “mais que tudo”, mas escolhem ficar separadas por conta de amarras sociais.
Eu, particularmente, não acredito nessas amarras; acredito que Catherine foi uma grande “vacilona” (para não dizer algo pior). Ela não precisava aceitar aquele noivado, nem fazer todas as birras e loucuras que fez.
Mas afinal eu indico ou não?
Parece que estou humilhando o livro e dizendo para não lerem, certo? Pelo contrário! Acredito que todos deveriam ler essa obra-prima em algum momento da vida. Emily Brontë foi incrível e conseguiu mostrar o nosso lado obscuro através desta história. Leiam, saiam da zona de conforto e me digam o que acharam.
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